Final alternativo para Harry Potter

A postagem de um fã descontente com o final da série Harry Potter provocou muita discussão pela Internet. A postagem parece ter sido feita há um ano no IMGUR, mas eu só a vi recentemente. Em primeiro lugar, deixem-me dizer (mais uma vez) que sou apaixonada pela saga e que amei o sétimo livro. O epílogo, contudo, me pareceu completamente desconectado do resto da história. Gostei do que aconteceu, é claro – Harry merecia um final feliz, afinal de contas!, mas achei estranho, como se algo estivesse faltando.

Esse final sugerido pelo fã seria triste, talvez, mas genial mesmo assim. Consiste, basicamente, em uma interpretação diferente para a profecia entre Harry e Voldemort. A parte que diz “either must die at the hand of the other; for neither can live while the other survives”. No livro, significa que um terá de morrer pelas mãos do outro, mas o fã questionou o seguinte: e se o significado fosse que a única maneira que qualquer um deles pudesse morrer fosse pelas mãos do outro? Isso significaria que quem sobrevivesse não poderia morrer nunca. Se Harry matasse Voldemort, então, sacrificaria a própria morte. Ou seja, teria de viver para sempre, se tornando, literalmente, O Menino Que Sobreviveu. Muitos diriam “ah, que máximo”, mas ele teria de presenciar a morte de todos os seus entes queridos e jamais poderia reencontrá-los em algum lugar após a morte (um conceito inserido claramente no livro, de que há algum lugar para “além do véu”). Seria um sacrifício terrível para Harry.

Achei a ideia absolutamente fantástica e me perguntei por que motivo J.K. Rowling não seguiu um rumo assim. Fecharia completamente com os conceitos de vida após a morte que apareceram durante os sete livros. Certamente, ela deve ter pensado em algo parecido. Mas as histórias de J.K. passaram por editores. Com certeza, o lado comercial e o fim “água com açúcar” tiveram de prevalecer. Ainda assim, é fantástico imaginar como poderia ter sido. As possibilidades são inúmeras e essa é a beleza da ficção. E da vida. =D

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Jovens leem por obrigação ou diversão?

Se absolutos sucessos literários como as sagas Harry Potter, Jogos Vorazes e Crepúsculo são algum indicativo, jovens têm, cada vez mais, se inserido no mundo dos livros. Em termos de “mercado”, o segmento teen tem aumentado com os anos: conforme a empresa de pesquisa de mercado GfK, o volume de vendas na área aumentou 19,5% em 2013. Para este ano, o nicho da literatura feminina e histórias para jovens já é visto como tendência no Brasil e no mundo.

No entanto, surgiu um dado um tanto quanto controverso: a Nielsen Book informou em uma pesquisa, divulgada na Digital Book World 2014, que 41% dos adolescentes entrevistados não leem por diversão. Em 2011, a mesma pesquisa (que ouviu a galera entre 13 e 17 anos) obteve um resultado de 21%, o que indica um aumento no número de teens que leem pela temida “obrigação”. A empresa afirmou que o mercado digital de livros, que anda crescendo, pode ser um incentivo. Ainda assim, fica a pergunta: com um dado positivo e um negativo, qual predomina?

A geração é dos smartphones e tablets. É verdade que muitos jovens odeiam ser “obrigados” a ler, seja para trabalhos de escola ou até estudo para concursos. Agora, também é igualmente verdade que, quando encontram algo que lhe agrada, a paixão pela história e leitura desperta de forma avassaladora. Harry Potter, por exemplo, ultrapassou a marca dos 450 milhões de livros vendidos em todo o mundo. A trilogia Jogos Vorazes passou dos 50 milhões e Crepúsculo superou 150 milhões. Isso sem mencionar outros fenômenos como O Senhor dos Anéis, O Hobbit (que não são considerados teen, mas capturaram a atenção de jovens da faixa etária mesmo assim) e Percy Jackson.

Resumindo a ópera, acho que a área teen é, sim, uma tendência, e, mesmo que dê para perceber uma resistência de muitos adolescentes à leitura, o número de vendas de livros para a galera subiu. Fica aí a missão para que as escolas e os pais possam incentivar o mergulho nos livros e a importância de desenvolver o pensamento crítico. História para apaixonar o pessoal não falta.