Resenha: coleção Pretty Little Liars

Título: Coleção Pretty Little Liars (2007)

Autor: Sara Shepard

Editora: Rocco

Coleção Pretty Little Liars

Acompanho a série Pretty Little Liars e a história misteriosa do desaparecimento da aparentemente perfeita Alison me fascinou. Logicamente, fui comprar os livros no ano passado para conferir a trama que inspirou a série.

Alison, Arya, Spencer, Hannah e Emily eram um grupo de amigas que parecia perfeito e inseparável, mas, é claro, a vida não é só flores. Alison, líder do grupo, era manipuladora e tinha sérios desvios de conduta que pareciam influenciar as outras quatro. Até que, após uma noite no celeiro da casa de Spencer, Alison desaparece. Isso separa o grupo e, três anos depois, as quatro meninas voltam a se encontrar, bastante diferentes, mas com uma coisa em comum: ainda assombradas pelo desaparecimento da amiga. É aí que alguém misterioso que se identifica como “A” começa a mandar mensagens às meninas, deixando claro que tem observado cada passo que elas dão – e que sabe todos os seus segredos mais obscuros.

Logo, o corpo de Alison é descoberto, mas os mistérios não param por aí. Quem é a pessoa que tem mandado mensagens às liars? Porque elas seguem vendo pessoas que parecem ser Alison por aí? Estaria a garota viva? E, se sim, então de quem é o corpo que foi encontrado? A escrita de Sara Shepard é viciante, e a história, fascinante. Lindas garotas, problemas psicológicos, mistério, suspense e muitas reviravoltas. Vale a pena ler. O lado ruim é que é uma série comprida. O ritmo dos primeiros livros flui com rapidez, mas muito bem. Com o passar do tempo, contudo, as coisas parecem se enrolar e a trama fica cansativa. Colocar reviravoltas demais também não é agradável, acaba deixando tudo meio confuso. Já são 14 livros lançados, divididos em três arcos. O próximo deve sair em junho. O último da série, no segundo semestre. Pelo jeito, “A” não se cansa de atormentar as liars. Apesar das confusões na trama, vale a pena ler. Há algo extremamente viciante em conhecer a história de garotas bonitas que carregam segredos feios…

Bom

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Resenha: Esconda-se

Título: Esconda-se (2013)

Autor: Lisa Gardner

Editora: Novo Conceito

Páginas: 400

Esconda-se

Ontem, li uma frase em uma página que sigo no Facebook (não subestimem, tem coisa boa de vez em quando) que, estranhamente, se aplica a este livro: “As pessoas não são más. As pessoas são doentes. E pessoas doentes fazem coisas ruins”.

Anabelle é uma mulher que passou a vida inteira se escondendo de uma ameaça que nem sabia o que era. Aos sete anos, começou a receber presentes misteriosos endereçados a ela. Desconfiado e temeroso, o misterioso pai de Anabelle arrastou ela e a mãe pelo país inteiro. Nunca ficavam em um lugar por mais de dois anos. Sem estabelecer laços com ninguém a não ser os pais e trocando de nome a cada cidade, a protagonista teve uma infância difícil. Após perder os pais, anos mais tarde, ela se estabelece em Boston achando que finalmente está livre de qualquer que fosse a ameaça que assustava seu pai. Só que uma câmara subterrânea é descoberta no terreno de um antigo hospital psiquiátrico com seis corpos de jovens meninas. Uma delas é identificada como Anabelle. Como seria possível, se ela está viva? A jovem precisa se unir aos detetives D.D. e Bobby para tentar desvendar os mistérios de seu passado.

O livro não é nenhum suspense policial genial, mas definitivamente prende a atenção do leitor. Tem algumas reviravoltas interessantes (e é difícil de admitir: para alguém que gosta de adivinhar finais – e costuma ter algum talento para isso – eu não previa o encerramento da história). O leitor vai recebendo as pistas ao mesmo tempo em que os investigadores, o que torna a narrativa muito real, porque é possível sentir a agonia dos policiais que têm as peças do quebra-cabeça, mas não conseguem encaixá-las. É muito legal tentar desvendar o mistério junto com os personagens. Lado ruim: é perturbador ler sobre maníacos que perseguem menininhas, naturalmente. Ainda assim, é bom ver o empenho da polícia em solucionar o caso. Os investigadores não são mostrados como os poderosos e bad-boys, mas como pessoas que também têm seus próprios problemas, trabalham horas inacreditáveis e acabam se envolvendo emocionalmente com os casos que tentam solucionar.

Bom

Resenha: Esc@ndalo

Título: Esc@ndalo (2013)

Autor: Therese Fowler

Editora: Novo Conceito

Páginas: 384

Esc@ndalo

Dois jovens apaixonados. Um romance proibido pelo pai da garota. Romeu e Julieta? Não. Nem perto do clássico de Shakespeare. Na verdade, uma história um tanto agoniante de se ler. Na trama de Esc@ndalo (sim, com “@” – olá, títulos abrasileirados!), Amelia e Anthony são dois jovens brilhantes e talentosos que têm tudo para se destacar na Broadway, um dia. Ela tem 17 anos. Ele, 18. Amelia é a garotinha do papai, filha de um rico empresário do ramo automobilístico. Anthony estuda na mesma escola de alto nível, mas apenas porque sua mãe é professora ali. Vieram de caminhos diferentes, mas os dois se encontraram e a fagulha virou chama. Esconderam o namoro, porque Amelia temia a reação dos pais. De certa forma, ela estava correta.

Eis que Amelia e Anthony acharam que seria uma ideia caliente trocar imagens provocantes por e-mail. Só que o pai de Amelia, Harlan, certa manhã, resolve procurar sarna para se coçar e abre o computador da filha (alô, invasão de privacidade). Lá, acaba encontrando imagens de Anthony. Ele aciona a polícia e ambos os jovens (para o desgosto de Harlan, que esperava incriminar Anthony e fazê-lo parecer um rapaz mau que corrompeu sua inocente menina) vão presos, acusados de todos os crimes sexuais possíveis no que a mídia chama, na trama, de escândalo de “sexting”.

É frustrante observar como o pai de Amelia, a polícia e a mídia transformam o romance dos dois jovens em algo perverso e terrível. É claro que, se Amelia tivesse tentado enfrentar o pai (que parece sofrer do famoso “não quero que minha criança cresça”, entre outros medos e inseguranças) desde o começo, talvez a situação não tivesse sido tão ruim.

O final é bastante chocante (com uma pitadinha de Romeu e Julieta) e é agradável ver como, por trás da história do romance, tem um sério questionamento sobre até onde vai a justiça, a intromissão da mídia e, lógico, relacionamentos familiares e a clássica falta de diálogo. Tanta coisa pode ser resolvida na base da conversa… Fica aí a lição do livro e um pensamento bem particular: as coisas não precisam tomar rumos drásticos para que assuntos sejam debatidos.

Bom

P.S. As fotos de Anthony nu, em questão, são vistas pelo pai de Amelia, na trama. E, no livro, o casal realmente tem planos, amam-se e têm a intenção de construir um futuro. No dia-a-dia, a situação pode ser bem diferente. No ano passado, ouvimos falar de dois casos de adolescentes que acabaram cometendo suicídio após terem fotos íntimas suas divulgadas na Internet. O meio eletrônico pode ser um perigo e a chance das imagens (ou vídeos) vazarem é gigantesca. Casos em que as imagens são divulgadas pelos parceiros ou parceiras após uma briga ou simplesmente por diversão não são raros. Então, cuidemos com a escolha dos parceiros. Não vou nem entrar no mérito do sexo precoce na adolescência, mas que seja feito, pelo menos, com segurança. E não acredito que estou citando Faustão, mas se ele ou ela quiser dar aquela filmadinha, acho que cabe bem a velha história do “quem sabe faz ao vivo” – e sem precisar mostrar para todo mundo.

Resenha: Os Adoráveis

Foto: Raquel Reckziegel

Foto: Raquel Reckziegel

Título: Os Adoráveis (2012)

Autor: Sarra Manning

Editora: Novo Conceito

Páginas: 384

 Ser dork* é um estilo de vida. Pelo menos, é o que pensa a adorável Jeane. No mundo online, é uma blogueira premiadíssima com o Adorkable, twitteira de plantão e super consultada pela mídia (alternativa ou não!) sobre as tendências do mundo da moda dork. Na vida real, contudo, suas roupas de brechó, seus cabelos fora do padrão e a atitude “estou acima de você/essa juventude está perdida” acaba afastando as pessoas e a fazendo sentir, mesmo que ela não admita, solitária.

Os Adoráveis é um belo exemplo de título que serve para descrever o livro. Adorável mesmo. É uma história de amor entre uma jovem totalmente fora do comum e um rapaz para quem não seguir o padrão e as expectativas da sociedade é assustador. Bem que dizem que os opostos se atraem…

As vidas de Jeane e Michael se entrelaçam quando seus “ex” começam a sair juntos. Nenhum dos dois gosta muito da ideia de ter de falar com o outro, mas, por alguma razão misteriosa (daquelas que só quem ama consiga, talvez, entender – porque explicar é complicado), não conseguem evitar a atração e o magnetismo que sentem.

O que normalmente me incomoda em alguns livros que podem ser considerados é o modo superficial como as relações são abordadas. Sarra Manning conseguiu fazer exatamente ao contrário. Mergulhou na personalidade de Jeane e Michael abordando a vida de forma bastante adulta e me mostrou exatamente porque, afinal, os dois são perfeitos um para o outro. Porque são. Leiam. Vocês vão entender. =D

É difícil não simpatizar com Jeane. Mike, às vezes, parece um tanto comum demais, mas, afinal, ao lado da protagonista, quem não pareceria? Entre muitas brigas e discussões, Jeane apresenta a Michael um lado mais alternativo da vida e ele mostra a ela a importância do vínculo familiar e amoroso. Bem, eu seguiria o @adorkable no Twitter. Com certeza! #nósamamosaJeane

Vale a pena. Leitura leve, descontraída e bem-humorada.

*Estereótipo de jovem que usa óculos de aros grossos, roupas velhas e tende a ser magro ou gordo demais. Além disso, é visto como um outsider, um “excluído” dos meios sociais comuns. 

Bom