Resenha: Esconda-se

Título: Esconda-se (2013)

Autor: Lisa Gardner

Editora: Novo Conceito

Páginas: 400

Esconda-se

Ontem, li uma frase em uma página que sigo no Facebook (não subestimem, tem coisa boa de vez em quando) que, estranhamente, se aplica a este livro: “As pessoas não são más. As pessoas são doentes. E pessoas doentes fazem coisas ruins”.

Anabelle é uma mulher que passou a vida inteira se escondendo de uma ameaça que nem sabia o que era. Aos sete anos, começou a receber presentes misteriosos endereçados a ela. Desconfiado e temeroso, o misterioso pai de Anabelle arrastou ela e a mãe pelo país inteiro. Nunca ficavam em um lugar por mais de dois anos. Sem estabelecer laços com ninguém a não ser os pais e trocando de nome a cada cidade, a protagonista teve uma infância difícil. Após perder os pais, anos mais tarde, ela se estabelece em Boston achando que finalmente está livre de qualquer que fosse a ameaça que assustava seu pai. Só que uma câmara subterrânea é descoberta no terreno de um antigo hospital psiquiátrico com seis corpos de jovens meninas. Uma delas é identificada como Anabelle. Como seria possível, se ela está viva? A jovem precisa se unir aos detetives D.D. e Bobby para tentar desvendar os mistérios de seu passado.

O livro não é nenhum suspense policial genial, mas definitivamente prende a atenção do leitor. Tem algumas reviravoltas interessantes (e é difícil de admitir: para alguém que gosta de adivinhar finais – e costuma ter algum talento para isso – eu não previa o encerramento da história). O leitor vai recebendo as pistas ao mesmo tempo em que os investigadores, o que torna a narrativa muito real, porque é possível sentir a agonia dos policiais que têm as peças do quebra-cabeça, mas não conseguem encaixá-las. É muito legal tentar desvendar o mistério junto com os personagens. Lado ruim: é perturbador ler sobre maníacos que perseguem menininhas, naturalmente. Ainda assim, é bom ver o empenho da polícia em solucionar o caso. Os investigadores não são mostrados como os poderosos e bad-boys, mas como pessoas que também têm seus próprios problemas, trabalham horas inacreditáveis e acabam se envolvendo emocionalmente com os casos que tentam solucionar.

Bom

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