O arrependimento de J.K. Rowling?

Um pedaço de uma entrevista da autora J.K. Rowling, que ficou famosa pela saga Harry Potter, divulgada pelo jornal The Sunday Times, surpreendeu os fãs. A entrevista foi conduzida pela atriz Emma Watson, que viveu Hermione nas adaptações cinematográficas, para a revista Wonderland. No trecho, J.K. disse que Hermione deveria ter se casado com Harry, e não com Rony, como aconteceu na trama. 

Quem me conhece sabe que sou apaixonada pela saga potteriana e que sou fã confessa do casal Rony e Hermione. Agora, J.K. partiu meu lindo coração em mil pedacinhos ao afirmar que escreveu a relação de Rony e Hermione por um desejo próprio. “Por razões que tem pouco a ver com literatura e mais a ver comigo me ligando à trama que imaginei no começo, Hermione ficou com Rony”, disse. Ela ainda afirmou que podia ouvir a fúria que a declaração causaria em alguns fãs, mas garantiu que estava sendo honesta e que, agora, sete anos depois do fim da série, pôde analisar a situação. A autora ainda afirmou que Rony e Hermione certamente precisariam de terapia de casal.

A declaração reacendeu o fogo da batalha “fãs de Rony e Hermione x fãs de Harry e Hermione”. Um dos argumentos dos fãs do protagonista e da bruxa é de que Rony era muito inseguro e que a relação não teria sido saudável e que o fato de Harry e Hermione serem bruxos poderosos e trem crescido como trouxas os faria mais compatíveis.

Fiquei chocada com a notícia. A relação entre Rony e Hermione sempre esteve longe de ser perfeita, mas uma das coisas que sempre gostei na série foi justamente o fato de várias situações acontecerem da maneira mais imperfeita e real possível. Talvez Harry fosse o “par ideal” em termos de compatibilidade, a escolha “óbvia” e segura. Mas o amor não escolhe personalidades perfeitas. Elas não existem. O próprio Harry também foi escrito como tendo uma série de questões mal-resolvidas, mas sempre percebi Rony muito mais “humano” nesse sentido. Justamente por isso, sempre achei a relação dele com Hermione muitíssimo bem escrita e bem pensada, mais do que seria fazer Harry ficar com Hermione.

É estranho ouvir um arrependimento após milhares de declarações da própria J.K. que afirmavam o contrário. Acho excelente que ela tenha escrito por desejo próprio e não por questões de “literatura”. Ora, a saga inteira é um reflexo da vida da autora: aprender a lidar com a morte, o sentimento de ser órfão, pobreza, depressão, mas também amor, amizade e magia. Ao meu ver, se ela tivesse seguido alguma receita de bolo-literário, certamente a saga não seria o que é hoje.

Na trama, Rony e Hermione casaram e tiveram dois filhos: Rose e Hugo. Vamos aguardar a íntegra da entrevista para, talvez, entender melhor o contexto. Ou ela simplesmente mudou de ideia, está se autoanalisando ou resolveu jogar lenha na fogueira para ver a fumaça subir.

(Sim, passei de 365 palavras, mas vamos combinar: a situação pediu!)

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